sexta-feira, 16 de março de 2012

A questão do sacrifício de Isaque



Muito se questiona a passagem bíblica da tentativa de sacrifício de Isaque por Abraão, seu pai. Cristãos recém-convertidos (mesmo alguns veteranos) não conseguem entendê-la em uma primeira análise. E não há como culpá-los, até que seja feita uma interpretação mais interessante. À primeira vista, Deus quis de Abraão uma prova de fidelidade e amor, para isso devendo sacrificar seu filho legítimo prometido a ele pelo próprio Senhor. Abraão, mesmo sempre tendo confiado em Deus enquanto muitos duvidariam, seguiu a ordem. Não se pode dizer que seu coração não estava apertado, e que ele não lamentaria a morte do filho.
Isaque, vendo o feixe de lenha e o cutelo, perguntou sobre o cordeiro que seria imolado. Abraão, em uma mistura de esperança e de fuga do assunto, só respondeu que Deus providenciaria o animal. No topo do monte na região de Moriá, onde Deus lhe ordenara, o patriarca judeu amarrou o filho e levantou a lâmina para matá-lo em sacrifício sobre o altar. Um anjo do Senhor interrompeu o ancião, desobrigando-o do ato.
Mas como Deus seria capaz de pedir a um pai para matar o próprio e adorado filho? É exatamente aí que está uma das questões mais interessantes do episódio. Abraão, tendo esperado uma vida quase inteira por um filho, de certa forma idolatrava Isaque.
No fim das contas, o ancião não subiu ao monte para perder seu filho, mas para encontrá-lo. Não subiu para perder um filho, mas para perder um ídolo.
Abraão, desta forma, entendeu que deveria adorar a Deus somente, e amar seu filho como filho, não como objeto de adoração. Entendeu não só seu amor por Isaque, como o amor de Deus por todos.
A idolatria consiste, em uma definição mais simples, em achar que algo ou alguém são imprescindíveis à sua vida. Uma pessoa querida, um trabalho, um bem material, um vício e tantas outras coisas que, amadas da forma errada, nos fazem pensar que seria impossível viver sem elas.
Deus, na lição que deu a seu amado Abraão, só lhe ensinou a amar da forma certa. Não há nada de errado em amar nossa família, nossas conquistas, nossos bens, desde que isso seja feito da forma certa, cada coisa em seu lugar com o amor apropriado a elas. Muitos de nós precisamos levar nossos Isaques a um Moriá.

4 comentários:

Gisley Scott disse...

Oie Gigi,

saudades! A idolatria tem se tornado cada vez mais comum dentro e fora das igrejas.Tem gente que acha que idolatria é só coisa de não-cristão, mas isso não é verdade.

Eu tb diria que idolatria é tudo aquilo que toma meu tempo, meus recursos, minhas habilidades a fim de servir o mais exigente dos mestres. Tb diria que idolatria é quando tratamos Deus menos do que Ele realmente é[ sem levar em conta o que ele realmente diz na sua Palavra, fazer as coisas do nosso jeito, etc].

Todo dia temos que sobir a Moriá e sacrificar o Isaque do eu.Acho que este é o mais difícil,rs!

bjs

Michelle Lima Ruda disse...

Ola Gigi, que bom ler mais uma mensagem! Nunca tinha olhado por esse lado da idolatria, e realmente Deus nos ensina com essa passagem a deixarmos em segundo plano tudo que tem primazia nas nossas vidas, porque o primeiro lugar é Dele!

Bjos

Mulher de Fases disse...

Gigi, fazia tempo mesmo que não nos falamos! Como vc está?? Como andam as coisas no trab novo?? Dando conta de ser mãe e profissional??

Saudades de vc!!

Kariny disse...

Aii flor que saudades! Que alegria abrir meus comentários e encontrar um recadinho seu e ter notícias suas! Realmente na vida as vezes precisamos passar algumas coisas pra ver que realmente Jesus é o UNICO CAMINHO! Estou curiosa pra saber as novidades, beijos e boa semana!